
Diferente de março, que teve acumulados ácima da média, abril terminou seco com pouca chuva
O mês de abril 2026 foi um dos mais baixos dos últimos 04 anos no volume de chuva em Fernandópolis. Com acumulado de 65 mm, abril choveu bem menos que o mês anterior, março, que registrou 301 𝐦𝐦; se tornando assim o março mais chuvoso dos últimos 15 anos, desde que iniciou o monitoramento através do sistema pluviométrico do CEMADEN, instalado no paço municipal e da CIIAGRO, instalado no campus da UniBrasil.
Contudo, abril 2026 só não atingiu os números de 2022 que registrou naquela época apenas 31,5 mm. Já março 2026, com o registro de 301 mm só não ultrapassou a marca de 2011, quando registrou o acumulado de 426,98 mm naquela época, sendo assim o março mais chuvoso da história do município.
A previsão para o inverno 2026, período que diminui as chuvas na região Sudeste, indica um ano de transição climática marcada pelo retorno do fenômeno El Niño, com alto risco de seca severa nas regiões Norte e Nordeste, além de calor extremo e chuvas irregulares no centro-sul do Brasil. O fenômeno deve se estabelecer a partir do segundo semestre, com chances superiores a 90%.
No Centro-Oeste e no Sudeste, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) emitiu uma nota que a tendência é de ondas de calor mais frequentes e queda na umidade relativa do ar. O órgão destaca que a combinação entre temperaturas elevadas e estiagem pode aumentar de forma expressiva o risco de incêndios florestais no Pantanal e na Amazônia, especialmente a partir de agosto de 2026.